Convém esclarecer que, apesar da calvície ser um problema genético do folículo, só ataca os folículos da parte superior da cabeça, pois os cabelos da zona da nuca e por cima das orelhas são geneticamente resistentes à calvície. Por isso, é possível a sua utilização para a concretização de um transplante capilar.
Os transplantes capilares existem desde a década de 70, embora o primeiro tenha sido efectuado em 1952, pelo Dr. Norman Orentreich.
A evolução das técnicas de extracção e implantação tornou possível que, nos dias de hoje, a extracção não deixe cicatrizes lineares e que a implantação fique com um aspecto 100% natural
Na realidade, num transplante capilar não se criam novos cabelos
O transplante capilar consiste na redistribuição e recolocação dos folículos existentes na zona da nuca, potencialmente chamada área doadora, fazendo desta maneira com que o cabelo volte a crescer em áreas onde já tinha desaparecido.
Mas, esta área tem limites e são esses limites que condicionam e definem os objectivos possíveis de atingir num transplante capilar. Ou seja, a quantidade de cabelo a transplantar é limitada pela potencialidade da área doadora.
No entanto, os folículos transplantados por esta cirurgia capilar retêm a resistência genética à calvície e, portanto, vão continuar a viver durante toda a vida, não havendo qualquer rejeição, já que os cabelos transplantados são os do próprio paciente.