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O que é um transplante capilar

Muitas pessoas têm uma ideia errada do que é um transplante capilar.

Portanto, antes de mais, leia atentamente o que pode esperar de um transplante capilar na CM2C:

  • Num transplante capilar não se criam novos cabelos. Somente se muda a sua localização na cabeça. Se tem poucos, vai continuar a ter os mesmos, mas melhor distribuídos.
  • Num transplante capilar não se engrossam os cabelos. Se são finos, vão continuar a ser finos.
  • A CM2C não faz quaisquer tratamentos de cabelo.
  • Os resultados de um transplante não são imediatos. Se quer ter muito cabelo de um dia para o outro, vai ter de recorrer a outras técnicas (ex. implante capilar).
  • As técnicas de extracção e implantação utilizadas na CM2C requerem muito tempo de trabalho médico. Um transplante efectuado na CM2C é relativamente mais dispendioso que os transplantes efectuados com técnicas mais invasivas, como por exemplo, o método da tira ou “strip”.
  • O procedimento de transplante capilar praticado na CM2C é minimamente invasivo e tem uma rápida cicatrização da área doadora.
  • Na CM2C não fazemos mega sessões de milhares de folículos. Em cada dia de trabalho, só é possível extrair 1000 a 1100 folículos, ou seja, 2.200 a 2.400 cabelos.
  • Na CM2C extraímos os folículos, um a um, da zona da nuca. Esses folículos vão ser colocados nas zonas calvas e, obviamente, não voltam a crescer na zona de onde foram retirados, embora não se vá notar qualquer rarefacção.
  • A densidade na zona superior da cabeça é sempre inferior à densidade da nuca. Portanto, não pode esperar ficar com muito cabelo em cima se tem pouco cabelo na zona doadora.
  • Se tem uma boa zona doadora e quer atingir uma densidade de cerca de 45 folículos/cm2, é necessário efectuar mais de uma sessão.
  • Uma 2ª sessão, só pode ser efectuada, no mínimo, 12 meses após a primeira.
  • Por último, não se pode esquecer que um transplante capilar é, apesar de tudo, uma pequena cirurgia e, como tal, obriga a algumas regras clínicas e de bom senso, tanto no pré como no pós-operatório.

Convém esclarecer que, apesar da calvície ser um problema genético do folículo, só ataca os folículos da parte superior da cabeça, pois os cabelos da zona da nuca e por cima das orelhas são geneticamente resistentes à calvície. Por isso, é possível a sua utilização para a concretização de um transplante capilar.

Os transplantes capilares existem desde a década de 70, embora o primeiro tenha sido efectuado em 1952, pelo Dr. Norman Orentreich.

A evolução das técnicas de extracção e implantação tornou possível que, nos dias de hoje, a extracção não deixe cicatrizes lineares e que a implantação fique com um aspecto 100% natural

Na realidade, num transplante capilar não se criam novos cabelos

O transplante capilar consiste na redistribuição e recolocação dos folículos existentes na zona da nuca, potencialmente chamada área doadora, fazendo desta maneira com que o cabelo volte a crescer em áreas onde já tinha desaparecido.

Mas, esta área tem limites e são esses limites que condicionam e definem os objectivos possíveis de atingir num transplante capilar. Ou seja, a quantidade de cabelo a transplantar é limitada pela potencialidade da área doadora.

No entanto, os folículos transplantados por esta cirurgia capilar retêm a resistência genética à calvície e, portanto, vão continuar a viver durante toda a vida, não havendo qualquer rejeição, já que os cabelos transplantados são os do próprio paciente.

 
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